Economia

75,9% das unidades locais de empresas abertas em 2008 em MT fecharam as portas até 2018

Da Redação


Das 12.024 unidades locais (filiais) de empresas nascidas em 2008 em Mato Grosso, 24,1% permaneciam ativas em 2018, ou seja, mais de 70% encerraram as atividades na década que compreende a pesquisa Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo, divulgada nesta quinta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As unidades locais são o endereço de atuação das empresas, que podem ter uma ou mais unidades. Em 2011, 57,7% das unidades locais do estado ainda estavam em funcionamento e, em 2013, no quinto ano, 44,7% continuavam abertas.

No Brasil, 25,3% das 612.954 unidades locais abertas em 2008 ainda estavam atendendo dez anos depois. No Centro-Oeste, esse índice cai para 23,7% das 55.871 unidades locais.

O estudo analisa a entrada, saída, reentrada e sobrevivência das empresas no mercado, além de estatísticas sobre empresas de alto crescimento.

As informações dessa pesquisa referem-se somente às entidades empresariais, excluindo-se as demais entidades como órgãos da administração pública, entidades sem fins lucrativos e organizações internacionais.

De acordo com a pesquisa, o número de unidades locais em Mato Grosso caiu de 90.434, em 2017, para 89.987, em 2018. Já o número de pessoal ocupado assalariado foi de 520.441 para 549.078 na mesma comparação. O salário médio mensal das unidades locais no estado era de 2,3 salários mínimos ou R$ 2.173,83.

Ao todo, 44,77% das unidades locais de 2018 eram do setor de comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas, 7,87% das Indústrias de transformação e 7,51% da área de transporte, armazenagem e correio. Em relação ao pessoal ocupado, 35,43% trabalhavam no setor de comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas. Outros 17,64% eram das Indústrias de transformação e 6,93% da área de Transporte, armazenagem e correio.

A taxa de sobrevivência das unidades locais ativas mato-grossenses foi de 81,09% em 2018, o que representa 72.972 unidades locais permanecendo ativas no estado. A taxa de entrada de novas unidades locais ficou em 18,91%, e a de saída, 19,49%.

O estudo aponta que 17.015 unidades locais que estavam ativas em 2018 não estavam funcionando em 2017. Outras 17.535 unidades locais que não estavam ativas em 2018 funcionavam em 2017, o que representa uma redução de 520 unidades locais. Em 2018, 31.865 funcionários começaram a trabalhar e 12.463 pararam de trabalhar, uma alta de 19.402 no pessoal ocupado.

Em Cuiabá, havia 20.487 unidades locais em 2018, sendo que 4.301 começaram a funcionar e 4.361 pararam as atividades. O pessoal ocupado assalariado era de 143.819 na capital. O salário médio mensal era de 2,4 salários mínimos.

O número de unidades locais de empresas de alto crescimento (com crescimento médio, em termos de pessoal ocupado assalariado, de pelo menos 20% ao ano, por um período de três anos e que tenha dez ou mais pessoas ocupadas assalariadas no ano inicial de observação) passou de 1.040, em 2017, para 1.339, em 2018. O pessoal ocupado nessas empresas foi de 50.456 para 58.641 na mesma comparação. O salário médio mensal dessas unidades foi de 2,4 salários mínimos.

O total de unidades locais de empresas gazelas (empresas de alto crescimento com até cinco anos de idade no dia 31/12 do ano de referência) em Mato Grosso passou de 86, em 2017, para 133, em 2018. Ao todo, 66 delas eram do setor de informação e comunicação.

O pessoal ocupado nas unidades locais de empresas gazelas no estado, porém, caiu de 3.465 para 3.094 na comparação. O salário médio mensal também baixou de 2,1 salários mínimos para 1,8 salário mínimo.

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