Cidades

’90 dias não é nada’, diz Emanuel sobre tempo do plebiscito

Khayo Ribeiro

Gazeta Digital

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), rebateu a fala do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL), deputado Eduardo Botelho (DEM) de que a realização de um plebiscito iria atrasar ainda mais a discussão em torno do modal mais adequado para a Baixada Cuiabana. Na manhã de segunda-feira (8), o gestor disse que “90 dias não é nada” perto do tempo que já foi perdido.

Prometido para a Copa do Mundo de 2014, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) voltou ao palco político no final de 2020, quando o governador Mauro Mendes (DEM) anunciou que suspenderia permanentemente o modal em prol do BRT (do inglês, ônibus de transporte rápido). O anúncio do chefe do Executivo estadual foi recebido por alguns como uma forma autoritária e unilateral de decisão.

Diante deste cenário, tanto o prefeito quanto o governador iniciaram discussões sobre o tema, com direito à disputa no âmbito judicial. Na última semana, o deputado federal Emanuelzinho (PTB) propôs que a realização de um plebiscito seria a melhor forma de resolver a questão. Contudo, o tempo mínimo de realização da chamada pública é de 90 dias, o que foi encarado como um atraso na discussão pelo presidente da ALMT.

“É quase o fim do mundo o presidente da Assembleia falar isso. Mas eu vou conversar com o deputado Botelho, porque não tem sentido essa justificativa. Que demorasse os 90 dias, a Constituição estadual fala em até 90 dias para realização. Pelo amor de deus, para quem está esperando há quase 9 anos o VLT, 90 dias não é nada”, argumentou o prefeito.

Além disso, o gestor também repreendeu o parecer apresentado pela Procuradoria Geral de Justiça, que apoiou a mudança para o BRT. Para o chefe do Executivo municipal, o apontamento da Procuradoria é equivocado, uma vez que teria sido adotado mesmo sem apresentação de estudos técnicos que baseassem a decisão.

“Até agora a discussão está em uma pequena casta, que quer decidir o futuro de milhares de pessoas que precisam do transporte coletivo, e essa pequena casta, ninguém anda de ônibus. Então vamos deixar a população decidir o que é melhor pra ela. Essa bandeira , eu defendo a do plebiscito”, finalizou Emanuel Pinheiro.

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