Cidades

Ações do ´Setembro Amarelo´ são intensificadas nas unidades de saúde e CAPS em VG

Com o objetivo de intensificar os debates em torno da conscientização e prevenção do suicídio, as superintendências de Atenção Psicossocial e da Atenção Primária à Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, intensificam nesta segunda quinzena do mês de setembro as ações da campanha ´Setembro Amarelo´, nas 22 Unidades Básicas de Saúde e nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do Município.

“Os profissionais destas unidades vão alertar os várzea-grandenses, que utilizam estas unidades, sobre a realidade da prática no Brasil e no mundo, sobre a prevenção ao suicídio, reforçando a importância do diálogo e do debate da questão, além da promoção do acolhimento a quem está em sofrimento psíquico”, explicou o secretário municipal de Saúde, Gonçalo de Barros.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), todos os anos, mais pessoas morrem como resultado de suicídio do que HIV, malária, câncer de mama ou guerras e homicídios. No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil casos por ano, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia.

Diante destes dados, os superintendentes de Atenção Primária a Saúde, Geovani Renfro, e a Coordenadora da Atenção Psicossocial, Soraya Mitri, resolveram juntar as unidades e intensificar as atividades a serem desenvolvidas até o final deste mês, com ações de promoção à saúde e prevenção ao suicídio, articuladas na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).


Segundo Geovani Renfro, nas unidades de saúde nas quais psicólogos atendem casos leves ou moderados com indicação de acompanhamento contínuo, respeitando as especificidades de cada usuário, e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que são estruturas da Rede do Sistema Único de Saúde do Município, estão organizadas na mobilização do mês de conscientização sobre os transtornos mentais e a prevenção ao suicídio.

“Em parceria com diversas instituições, a campanha conta com várias atividades programadas, como entrevistas, encontros, orientações e mobilizações. Também acontecem rodas de conversas sobre o combate e prevenção ao suicídio e valorização à vida. As pessoas são atendidas por uma equipe médica, de enfermagem e multiprofissional, para receber casos de depressão, sofrimento psicológico grave, ideações, tentativas de suicídio, transtornos psiquiátricos, mudanças bruscas de comportamento e humor e uso nocivo e/ou dependência de álcool e outras drogas”, alertou o superintendente.

A coordenadora da Atenção em Saúde, Adriana Mattos, disse que é um mito que quem deseja se matar não fala sobre o assunto. “Em geral, as pessoas começam a dar sinais de que as coisas não andam bem. Isto já é um pedido de ajuda, mesmo que informal. Fique atento a frases como “vou desaparecer” e “vou deixar vocês em paz” e atitudes como isolamento social. Sozinhas, claro, essas expressões e atitudes não significam que algo vá acontecer, mas é bom ficar atento a elas. Um bom ouvido é essencial para a etapa seguinte. Caso identifique algo nessa linha, a primeira coisa a fazer é mostrar-se pronto para ajudar. Em geral, o desejo não é de morrer, mas de se livrar de algum sofrimento forte, que parece não ter fim. Por isso, chame a pessoa para conversar a sós, escute e procure entender o que passa na cabeça dela”, disse ela.

A ideia é promover eventos que abram espaço para debates sobre o suicídio, além de divulgar o tema e alertar a população sobre a importância de sua discussão. “Falar sobre o assunto é extremamente importante justamente para que possamos reduzir o número de pessoas vulneráveis. Para que possamos evitar o suicídio, o diálogo é o primeiro passo. Conversar, trazer o assunto à tona e fazer com que estas pessoas saibam que não estão sozinhas e de que existem meios de tratar sua saúde mental na rede SUS, é o objetivo principal destes eventos”, afiançou o secretário municipal de Saúde de Várzea Grande, Gonçalo de Barros.

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