CidadesEducação

Advogados que atuaram em casos que “pararam” o Brasil vão ensinar técnicas em Cuiabá

TRIBUNAL DO JÚRI

Nos últimos 30 anos o Brasil foi cenário de crimes e acontecimentos que chamaram a atenção da imprensa nacional e internacional. Casos como os Emasculados de Altamira, o assassinato da atriz Daniela Perez, ou o desaparecimento da atriz Elisa Samúdio, a morte do menino Henry Borel, e a tragédia na Boate Kiss, são alguns dos fatos que “pararam” o país e foram julgados no tribunal do Júri.

Os advogados criminalistas que atuaram nesses casos polêmicos vão estar em Cuiabá para ministrar módulos no curso de pós-graduação latu sensu em Direito Penal e Processo Penal com ênfase em Tribunal do Júri, que vai ter início em outubro.

Entre os advogados criminalistas parte do corpo docente está Roberto Parentoni, que atuou nos casos Marcola – que foi condenado a mais de 340 anos de prisão por uma série de crimes e por ser declarado o chefe da maior organização criminosa do país, o PCC. Parentoni também atuou no caso Yoki, decorrente da morte do empresário Marcos Kitano Matsunaga, em 2012.

Roberto Parentoni vai ministrar o módulo: Técnicas e Táticas das teses de defesa nos debates e atuação no júri”.

Quem também vai dar aula no curso é o criminologista Cláudio Dalledone, que atuou no caso Elisa Samúdio, julgado em 2013 e que culminou com a condenação do goleiro Bruno. Dalledone, também faz a defesa do vereador Jairinho, no caso Henry Borel e foi o advogado de Valentina de Andrade, no caso “Os Emasculados de Altamira”, ocorrido no final dos anos 1980 e início dos anos 1990.

O advogado Zanone Júnior, também será um dos professores do curso, e vai ministrar o módulo “Teoria do Crime – Teses Defensivas e Acusatórias no Júri”. Júnior atuou em diversos casos polêmicos, como de Elisa Samúdio, no caso sobre a morte da freira e ambientalista Dorothy Stang; de Adélio Bispo, que esfaqueou o presidente Jair Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018; entre outros julgamentos polêmicos.


Os alunos da pós-graduação vão poder aprender sobre os “aspectos polêmicos dos julgamentos e eficácia do Tribunal do Júri” com o advogado criminologista Jean M. Severo, que atuou no caso Boate Kiss, cujo julgamento foi anulado em dezembro de 2021.

Severo também atuou no caso do menino Bernardo, que foi morto em 2014. O julgamento pelo Tribunal do Júri, aconteceu em 2019, sendo considerado o mais longo da história do Poder Judiciário do Rio Grande do Sul, e contou com a atuação também do advogado Rodrigo Grecelle.

A diretora-geral da Unicentral, Tania Faiad destaca que a grade da pós foi desenvolvida para debater de forma ampla e profunda, todos os aspectos do Tribunal do Júri, que segundo ela, é uma área muito importante na seara do Direito Penal e Processual Penal.

“Os desafios do direito penal e processual penal contemporâneo, principalmente, no que diz respeito ao Tribunal do Júri, estão contemplados nesta pós-graduação desenvolvida pela Unicentral, uma faculdade genuinamente mato-grossense, em parceria com a ESA-MT. Estruturamos uma grade curricular com 420h e que vão proporcionar aprofundamento em temas centrais”, destaca Tania Faiad.

A coordenador do curso, Michelle Marie explica que os módulos foram formatados para amparar e aprimorar os operadores do direito que atuam com Tribunal do Júri. “E vai oportunizar que os discentes troquem experiências com a elite da criminologia brasileira”, destaca.

Serviço

Para conhecer melhor o curso de pós-graduação latu sensu em Direito Penal e Processual Penal com Ênfase em Tribunal do Júri, contato: (65) 996090113; e-mail: posunicentral@gmail.com; ou pelo instagram: @tribunaldojuriespecializacao

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.

Leia Também

Comentários