Política

“AL está nem ai” para a comunidade LGBTQIA”, reclama deputado

Afirmação é do deputado estadual João Batista

ALLAN MESQUITA

Gazeta Digital

Embora os deputados estaduais sejam eleitos para defender os direitos da sociedade de forma global, o deputado João Batista (Pros) afirmou que alguns parlamentares “estão nem ai” para as pautas que poderiam beneficiar a comunidade LGBTQIA+ em Mato Grosso.

Durante entrevista ao programa ao Opinião (TV Pantanal, canal 22), o sindicalista afirmou que os colegas se importam mais com as matérias que atendem o setor do agronegócio e o funcionalismo público, onde os políticos possuem forte apoio eleitoral para conseguir votos.

“A grande maioria dos parlamentares estão nem aí se existem pessoas LGBT ou se não são. Eles não se envolvem nessa questão de discussão, de preconceito contra LGBT ou racismo. A maioria dos colegas parlamentares estão preocupados com projetos voltados para o agronegócio, servidor público ou qualquer outra área”, disse na última quarta-feira (12).

O comentário ocorreu quando Batista falava sobre o engavetamento do projeto que criaria o Conselho Estadual LGBTQIA+. De autoria do governo do Estado, a pauta visava ampliar a participação política e o controle social das ações públicas de incentivo à cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

Entretanto, a matéria foi reprovada por 11 votos contra 5 após sofrer vários nocautes e muita resistência dentro do Parlamento Estadual. Inicialmente, Batista se manifestou favorável a matéria. Contudo, durante a tramitação resolveu ir se manifestar contrário.

Segundo ele, a mudança de voto se deu por conta das discussões acaloradas que vinham ocorrendo desde a reunião da Comissão de Direitos Humanos e a forma com que os debates foram conduzidos. “Foi modificado totalmente a visão da maioria dos parlamentares. A forma com que foi discutido o projeto lá dentro em comparação com outros bastante polêmicos é que não favoreceu a aprovação. Houveram embates entre grupos dentro da casa, inclusive dentro da Comissão de Direitos Humanos”, complementou.

Apesar da resistência histórica que projetos que atendem a comunidade LGBTQIA+ enfrentam na Casa de Leis, Batista afirmou ao final, que ainda existe espaço para uma rediscussão da matéria. “Eu acredito que há espaço suficiente para que o governo reenvie o projeto e a gente discuta lá na casa”, finalizou.

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