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Alunos de MT têm baixo grau de aprendizado

G1-MT

Os estudantes da rede pública estadual de Mato Grosso têm baixo percentual de aprendizagem adequada no Ensino Médio e alta defasagem nesses mesmos anos de ensino. As conclusões constam do Anuário Brasileiro da Educação Básica 2020, feito pelo Movimento Todos pela Educação. As aulas nas escolas estaduais foram retomadas de forma híbrida no dia 3 de agosto, depois de quase um ano e meio de ensino remoto.

 

A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou que houve crescimento de 9,7% na verba destinada à manutenção da educação, passando de R$ 3,2 bilhões em 2019 para R$ 3,5 bilhões em 2010, e que deve dar um posicionamento sobre o estudo na tarde desta sexta-feira (6).

Anuário

O levantamento mostra que a porcentagem de alunos do 3º ano do Ensino Médio da rede estadual com aprendizagem adequada no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) é de 18,7% em língua portuguesa e 2,5% em matemática. O recorte é em relação ao ano de 2017. A nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é 3,2.

No Ensino Fundamental, o percentual de aprendizagem adequada na rede pública em geral foi de 53,7% em língua portuguesa e 40,1% em matemática nos anos iniciais, com nota 5,7 no Ideb. Nos anos finais, os índices foram 30,2% e 13,2%, respectivamente, e nota 4,7 no Ideb.

A defasagem na aprendizagem em Mato Grosso – estudantes com idade acima da recomendada para a etapa em questão, ou seja, dois anos ou mais – é maior no Ensino Médio, com 23,9% na rede total de ensino. Conforme o Anuário, 67 em cada 100 estudantes concluem o 3º ano aos 19 anos. Em relação ao Ensino Fundamental, 95% concluem dos 1 aos 12 anos, e 83% dos 2 aos 16 anos.

Na rede pública em Cuiabá, o nível de estudantes com aprendizagem adequada no Ensino Médio é de 15,6% em língua portuguesa e 2% em matemática. E nota 3 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

O Anuário Brasileiro da Educação Básica 2020 foi divulgado em junho, em parceria com a Editora Moderna, e traça um cenário do ensino no Brasil. A organização é com base nas 20 metas do Plano Nacional de Educação (PNE) e usa dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Ministério da Educação.

Retomada presencial e alternada

Na rede estadual, os estudantes foram divididos em grupos A e B, que irão às escolas em dias alternados, a fim de evitar aglomeração e reduzir os riscos de contágio da Covid-19. Na semana em que o estudante não estiver em atividade presencial, ele terá estudo dirigido.

Ainda como medida de biossegurança, nas salas de aula é obrigatório manter o distanciamento social de 1,5 metro, com carteiras e mesas ficam organizadas numa mesma direção, e é obrigatório o uso de máscara facial e álcool em gel.

A Seduc estabeleceu que cada turma funcionará com metade da capacidade da sala, e cada uma será considerada uma ‘bolha de relacionamento’: se algum profissional de ensino ou estudante tiver sintomas, contrair Covid-19 ou tiver contato com alguém infectados, todos os integrantes dessa bolha deverão fazer quarentena por 14 dias. Já as demais turmas poderão manter as atividades presenciais.

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