Análise ‘mais precisa’ dos efeitos do coronavírus na economia será possível em duas semanas, diz BC

O Banco Central divulgou uma nota nesta terça-feira (3) na qual afirmou que as próximas duas semanas permitirão análise “mais precisa” sobre o impacto da crise provocada pelo coronavírus na economia.

Desde que o surto do vírus começou, bolsas de valores no Brasil, na Ásia e na Europa têm fechado em queda. Além disso, o dólar registrou nesta terça a décima alta seguida, chegando a R$ 4,51.

“O Banco Central monitora atentamente os impactos do surto de coronavírus nas condições financeiras e na economia brasileira”, diz um trecho da nota.

“O Banco Central enfatiza que as próximas duas semanas permitirão uma avaliação mais precisa dos efeitos do surto de coronavírus na trajetória prospectiva de inflação no horizonte relevante de política monetária”, acrescentou o banco, em outro trecho.

Conforme o colunista do G1 e da GloboNews João Borges, a nota sinaliza que o Comitê de Política Monetária (Copom) pode reduzir novamente a taxa de juros a fim de evitar uma desaceleração ainda maior da economia brasileira.

Mais cedo, nesta terça, o banco central dos Estados Unidos anunciou um corte extraordinário (antes da próxima reunião) de 0,5 ponto percentual nas taxas de juros do país, justamente em resposta aos possíveis impactos do coronavírus na economia.

Projeção para economia global
Nesta segunda-feira (2), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) informou ter reduzido a previsão de crescimento da economia mundial neste ano para 2,4%, menor percentual desde 2009.

“As perspectivas econômicas globais permanecem moderadas e muito incertas devido ao surto de coronavírus”, destacou a OCDE.

“A principal mensagem para esse cenário de recuo é de que ele colocará muitos países em recessão, motivo pelo qual pedimos que medidas urgentes sejam adotadas nas áreas afetadas o mais rápido possível”, disse à Reuters a economista-chefe da OCDE, Laurence Boone.

Íntegra
Leia a íntegra da nota do BC:

O Banco Central monitora atentamente os impactos do surto de coronavírus nas condições financeiras e na economia brasileira.

No último Copom, o 15º parágrafo da Ata da 228ª reunião afirma: “O eventual prolongamento ou intensificação do surto implicaria uma desaceleração adicional do crescimento global, com impactos sobre os preços das commodities e de importantes ativos financeiros. O Copom concluiu que a consequência desses efeitos para a condução da política monetária dependerá da magnitude relativa da desaceleração da economia global versus a reação dos ativos financeiros.”

À luz dos eventos recentes, o impacto sobre a economia brasileira proveniente da desaceleração global tende a dominar uma eventual deterioração nos preços de ativos financeiros.

O Banco Central enfatiza que as próximas duas semanas permitirão uma avaliação mais precisa dos efeitos do surto de coronavírus na trajetória prospectiva de inflação no horizonte relevante de política monetária. Fonte: G1

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