Opinião

Apagão de mão de obra, caminho é qualificar

Fabio Sbeghen

O setor da construção tem passado por dificuldades para preencher as vagas de trabalho mesmo com as altas taxas de desemprego no país. Isso se deve ao fato do mercado estar em busca de profissionais qualificados, e a falta desse predicado se tornou um gargalo em Mato Grosso.

O sucesso de uma empresa está diretamente relacionado à qualidade dos funcionários que possui e, por isso, queremos profissionais que colaborem com o crescimento e desenvolvimento das empresas, ao mesmo tempo que crescem e se desenvolvem profissionalmente nas respectivas carreiras.

Segundo o Instituto de Pesquisas e Análises Fecomércio-MT (IPF-MT), em 2022 houve a abertura de 423 postos de trabalho, um indicativo de que o setor está contratando mais do que demitindo. Qualificação é a chave para acabar com as lacunas deixadas no mercado. E cabe aos profissionais, mesmo os já empregados, buscarem e abraçarem oportunidades de aperfeiçoamento técnico contínuo.


Cabe também aos empresários oferecerem essas oportunidades. Investir nos funcionários pode parecer inviável a muitos, mas na ponta do lápis, esse investimento custará menos do que o tempo e os esforços gastos com treinamento para a mesma vaga, diversas vezes, em um curto período de tempo.

Ou ainda pior: ter prejuízo de vendas, por exemplo, porque o corpo de funcionários do seu estabelecimento não está preparado para atender os clientes que vêm até você. No final das contas, a qualificação vai ser sempre uma via de mão dupla, que beneficia não apenas quem absorve o conhecimento, mas também será desfrutado pelo contratante e em uma escala maior, até o consumidor sai ganhando.

*Fabio Sbeghen é presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção de Mato Grosso (Acomac/MT) e proprietário da Só Piso e Reserva Acabamentos.

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