Indústria

Busca por qualificação profissional acompanha o futuro da indústria

 

O número de matrículas em cursos de qualificação profissional deu um salto desde o início da pandemia. Em busca de novas oportunidades ou de melhoria na carreira, muitos brasileiros optaram por investir o tempo no desenvolvimento de novas habilidades. É o que mostram os dados do Senai nacional, que desde março de 2020, registrou mais de um milhão de matrículas em cursos autoinstrucionais de iniciação e aperfeiçoamento profissional. “Houve um colapso intenso no que diz respeito aos postos de trabalho em todo o mundo, afetando as mais diversas ocupações relacionadas à indústria e ao comércio. Por outro lado, veio a necessidade da inclusão cada vez maior de processos automáticos nos negócios, trazendo muitas oportunidades profissionais”, diz Welder Siena, coordenador de Educação e Negócios do Sistema Fiep.

Por conta disso, a área de educação também vivenciou mudanças. “Adaptamos toda a dinâmica formativa por meio da inserção de tecnologias no processo de ensino-aprendizagem”, ressalta o coordenador, que traz alguns exemplos, como a migração das salas de aula para plataformas de videoconferência com transmissão ao vivo. O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), que já era utilizado nas unidades de ensino do Sistema Fiep, ganhou amplitude. Acessado por computador ou smartphone, o AVA permite que os alunos tenham em mãos todas as ferramentas de aprendizagem, como apresentações, artigos e datasheets.

Áreas mais promissoras

Mecatrônica e desenvolvimento de sistemas de informação. Essas duas áreas profissionais já eram consideradas boas apostas de carreira e a procura por formação aumentou desde o ano passado. O aluno Juliano Prebianca Poletto, do curso de Engenharia Mecatrônica das Faculdades da Indústria, optou pela graduação no momento certo: “Pouco antes de ingressar na faculdade, estava em período de experiência no setor de vendas de componentes elétricos. Logo que iniciei o curso, a empresa me contratou em definitivo”.

A busca por formação técnica em mecatrônica aumentou 5% de 2019 para 2020 e, na área de desenvolvimento de sistemas, o aumento foi de 16% no mesmo período. “A inserção de sistemas automáticos em processos industriais aumentou consideravelmente. Nos últimos anos, observa-se cada vez mais a entrada máquinas automatizadas, robôs móveis e colaborativos atuantes nas indústrias”, analisa o coordenador Welder Siena.

Novas perspectivas

Segundo a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), até 2024 serão demandados 329 mil profissionais no Brasil, distribuídos em frentes como IoT, BigData, Nuvem, Inteligência Artificial e Segurança da Informação.

Há, ainda, outro fator relevante para o mercado de trabalho: a retomada econômica. Os indicadores mais recentes divulgados pelo IBGE mostram que a produção industrial paranaense acumulou crescimento de 20% nos primeiros cinco meses de 2021. “O novo momento industrial, associado à digitalização dos processos, potencializa a necessidade de profissionais atuantes nas áreas de infraestrutura, desenvolvimento e automatização de processos organizacionais por meio do conceito RPA (Robotic Process Automation)”, conclui o coordenador de Educação e Negócios do Sistema Fiep. (G1)

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