Agronegócio

Calor extremo aumenta possibilidade de queimadas no Norte e Centro-Oeste

Agosto pode começar com alivio aos produtores que sofreram com as baixas temperaturas geadas em julho. De acordo com a Somar Meteorologia, não há previsão de frio intenso com potencial até pelo menos meados do mês.

“Ao contrário, há previsão de aumento do calor com máximas próximas dos 40°C a partir da quinta-feira, 5, sobre o Amazonas, Rondônia e Acre. A partir da segunda-feira, 9, os 40°C também serão vistos em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Tocantins e Goiás. A partir do dia 14 de agosto, será a vez do interior de São Paulo, Bahia e Piauí sentirem o calor de 40°C”, explica Pryscilla Paiva, editora-chefe do tempo.

A vegetação já está esturricada pela longa estiagem e pelas geadas que atingiram o centro e sul do Brasil e pode sofrer ainda mais com o maior potencial das queimadas. O aumento do calor e a diminuição da umidade do ar vão aumentar a chance de formação de queimadas em todo o país. Além disso, a necessidade de irrigação aumentará em um momento em que o nível dos reservatórios está muito baixo.

“Mesmo quem tem água, faz as contas para saber se vale a pena a irrigação com preço da energia elétrica tão elevado. Por outro lado, o aumento da temperatura favorece a retomada da aplicação de maturadores e colheita do algodão”, explica Celso Oliveira da Somar Meteorologia. De acordo com o Imea, pouco mais de 23% das áreas semeadas foram colhidas em Mato Grosso. Em sua última comparação, a colheita estava dez pontos percentuais mais baixa que o observado no ano passado.

A chuva mais intensa ficará concentrada apenas ao longo da costa e sobre o norte da região Norte nesta semana com acumulados mais elevados desde o Espírito Santo até Roraima, passando pelo leste do Nordeste. Na semana que vem, a chuva retorna à região Sul, sendo mais intensa sobre o centro e leste do Rio Grande do Sul. Também há previsão de chuva forte sobre o leste do Nordeste e norte e oeste da região Norte. O tempo permanecerá seco na maior parte das Regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Atualmente, a umidade do solo está elevada e adequada para o desenvolvimento agrícola apenas na região Sul. Mas a tendência é de diminuição da umidade com a ausência de chuva nos próximos sete dias.

Julho de 2021 entra para a história com o avanço de três fortes ondas de frio com geadas amplas sobre o centro e sul do Brasil. As perdas ainda são avaliadas. Apenas o Deral indicou um primeiro número associado com as perdas pela seca e frio na segunda safra do milho.

Foram mais de 11 bilhões de reais de prejuízo e a tendência da pior safra da história do Paraná. Em Minas Gerais, a Epamig estima que 30% das propriedades com café no Estado foram atingidas pela geada. O frio intenso também alcançou cana de açúcar, laranja, pastagens, hortifruti e até mesmo algodão, cultura instalada em áreas mais quentes. (Canal Rural)

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