Política

Deputado avisa que CPIs não devem “sair do papel” na AL

Requerimentos de CPIs necessitam de 16 assinaturas

Da Redação

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Eduardo Botelho (DEM), disse na manhã desta terça-feira (10) que os requerimentos de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar o alto preço do gás de cozinha, proposto pelo deputado bolsonarista Gilberto Cattani (PSL) não deve prosseguir na Assembleia. A CPI da Pandemia, proposta por Lúdio Cabral, também deve ser “sepultada”.

As duas CPIs, para serem instaladas, necessitam de 16 assinaturas. Isso porque, como já existem três comissões investigativas no parlamento, é necessário apoio de 16 parlamentares para intauração de outras. “Não tem assinatura para essa CPI, é uma proposta dele não sei quais argumentos ele está apresentando, não tenho conhecimento, mas sei que assinatura não tem. E também a CPI precisa ter um argumento bem lógico para ser investigada”, declarou Botelho .

No requerimento, Gilberto Cattani explicou que o principal objetivo da investigação é apurar os reais motivos para o gás de cozinha em Mato Grosso estar tão caro, fato que está pesando no orçamento das famílias moradoras nos 141 municípios.

“Protocolamos um requerimento para uma CPI na Assembleia Legislativa para apurarmos porque o gás no Estado de Mato Grosso é o mais caro do país. De quem seria esta culpa? Será que é do Governo? Será que são os impostos? Será que a culpa é das distribuidoras, da revendedora ou de quem envaza este gás? Onde está o problema e porque que nós pagamos o gás mais caro no Brasil?”, questionou o deputado do PSL.

O mesmo foi dito sobre a CPI da Pandemia, proposta pelo deputado Lúdio Cabral (PT). O petista propôs a comissão para investigar o alto índice de mortalidade por Covid-19 no Estado.

“Vejo também que será muito difícil de instaurar porque os argumentos que estão sendo colocados não têm prova para se começar uma investigação, você tem que ter pelo menos um indício muito forte de que houve uma conduta ilícita e até agora ninguém comprovou isso. Eu acho que nenhuma dessas duas CPIs vai ter prosseguimento”, acrescentou Botelho.

 

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