Deputado nega “jogada” em licença na AL

PABLO RODRIGO

Gazeta Digital

O deputado estadual Faissal Calil (PV) retornou à Assembleia nesta quarta-feira (20) após desistir de assumir a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci). No discurso, o parlamentar negou ter feito ‘jogo político’ durante a aprovação do aumento dos salários para alguns cargos no governo.

A declaração ocorreu após a aprovação do polêmico projeto do governo que aumentou os salários em 100% dos presidentes de autarquias e fundações, aumento de gratificações para secretários, adjuntos e servidores efetivos em cargos de confiança. O suplente de Faissal, Oscar Bezerra (PV), acabou votando a favor do projeto, o que deixou a base de Faissal enfurecida, chegando a acusá-lo de ter saído apenas para não votar contra o governo.

“Não sou de fazer jogo político. Votei contra aumento de impostos, contra aumento da taxa do Detran, contra o aumento dos salários dos conselheiros. Eu não preciso fazer jogo político”, afirmou. O projeto foi aprovado por 13 votos a 9. Ou seja, por um voto, que formou ampla maioria no parlamento. Caso Faissal estivesse no parlamento, o projeto seria arquivado.

O deputado também aproveitou para afirmar que não pretende mais participar de rodízio, para que outros suplentes assumam a vaga por um período. “Não vou abrir mais, nem para fazer rodízio para o partido. Quero deixar bem claro. Ano passado eu fiquei fora dois meses, não teve qualquer tipo de retaliação, porque não teve nenhuma pauta polêmica. E todas as pautas polêmicas eu participei”.

Calil ainda se desculpou com o seu partido, o PV, dizendo que o seu retorno ‘frustrou’ algumas expectativas da sigla. ” Eu fui votado para ser deputado, e quero dizer que estou muito feliz com o meu retorno. É aqui que devo ficar, aqui serei mais útil para a população”.

Ele desistiu de assumir a Seciteci após a aprovação do projeto. Um dos fatores que teriam contribuído para a desistência foi  o fato do parlamentar não ter conseguido a secretaria de ‘porteira fechada’, para poder indicar todos os cargos.

Entre os cargos que o governo não cedeu, estava o financeiro da secretaria, que está com o PSD, indicação do senador Carlos Fávaro. A tendência é que Nilton Borgatto (PSD) permaneça na pasta.

 

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