Política

Deputados de MT duvidam de impeachment de Bolsonaro

JANAIARA SOARES

A Gazeta

Mesmo com a pressão por parte de alguns partidos e a queda na popularidade do presidente Jair Bolsonaro, alguns deputados federais não acreditam que os pedidos de impeachment contra o gestor seja colocado em apreciação. José Medeiros (Pode), que foi vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, diz que não existem argumentos para afastar o presidente.

“Um governo se sustenta em três pilares muito sólidos, economia forte, sustentação política no parlamento e apoio popular. O presidente tem sustentação política, tem apoio popular e a economia brasileira não está em frangalhos. É apenas o grito da torcida adversária”, disse o parlamentar.

Bolsonaro, que ficou popular também por defender a família tradicional e com isso ganhou o apoio de várias entidades religiosas, vem perdendo o apoio até dos líderes cristãos. Um pedido de destituição do presidente foi protocolado na Câmara nesta terça-feira (26) com a assinatura de 380 pessoas, entre elas bispos, pastores, padres e frades, ligadas a igrejas católicas, anglicanas, luteranas, presbiterianas, batistas e metodistas, além de 17 movimentos cristãos. O motivo do pedido seria a forma como ele ver conduzindo o enfrentamento à pandemia de covid-19.

Rosa Neide (PT) explica que, com o fim do comando de Rodrigo Maia (DEM) no parlamento federal, é possível e esperado que o próximo presidente dê continuidade à análise dos processos. “Maia deixou o tempo passar diante de tantas atrocidades e Bolsonaro precisa responder! O próximo presidente só vai reagir se houver mobilização popular”, disse deputada.

Um levantamento feito junto a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados aponta que 62 pedidos foram protocolados. Na semana passada um novo pedido foi impetrado após a falta de oxigênio que provocou a morte de pacientes no Amazonas e no Pará. A nova denúncia une cinco partidos de oposição (PT, PDT, PSB, Rede e PCdoB).

Durante a crise sanitária causada pela covid-19, 21 pedidos foram protocolados, os motivos citados incluem a interferência de Bolsonaro em ações de distanciamento social promovidas por estados e municípios, a promoção de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19 e a participação em aglomerações sem máscara.

Para José Medeiros, a pandemia não justifica os pedidos. “O governo federal fez o papel dele. Morreram 200 mil pessoas no país, acontece, e morreu também no mundo inteiro e os governos não estão caindo. Todos os presidentes que tenham o PT e todos os puxadinhos do PT como oposição passaram por isso”.

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