Cidades

Em três meses, Indea promoveu 5,7 mil fiscalizações na cultura da soja

Ao todo foram emitidos 47 autos de infração e constatada a presença de plantas vivas em 5 mil hectares

Débora Siqueira | Assessoria/Indea

A fim de acompanhar o controle fitossanitário contra o fungo causador da ferrugem-asiática de soja em Mato Grosso, o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea) promoveu a fiscalização de 5.728 unidades de produção de soja, no período que compreende o vazio sanitário, entre 15 de junho e 15 de setembro. Ao todo foram emitidos 47 autos de infração por descumprimento da determinação, sendo encontradas plantas vivas de soja em cerca de 5 mil hectares.

Nos locais onde foram constatadas as plantas vivas, os agentes e fiscais do Indea realizaram coleta de amostras de folhas para análise laboratorial, sendo detectada a incidência da ferrugem-asiática em 7 amostras.


“O Indea também já está realizando fiscalizações da safra de soja 2022/2023, que iniciou em 16 de setembro, e realizará o monitoramento da ocorrência da doença durante todo o decorrer da safra, realizando as coletas e as análises laboratoriais para detecção do agente causal da ferrugem asiática da soja”, apontou o diretor técnico do Indea, Renan Tomazele.

O vazio sanitário da soja foi instituído em Mato Grosso em 2006, como medida fitossanitária para prevenção contra o fungo causador da ferrugem-asiática da soja, Phakopsora pachyrhizi, que é biotrófico, ou seja, precisa do hospedeiro vivo para sobreviver e se multiplicar.

Durante o vazio sanitário é proibido o plantio e a presença de plantas vivas de soja, cultivadas ou guaxas (germinação voluntária), visando a redução da sobrevivência do fungo na entressafra, e assim atrasando a ocorrência da doença durante a safra seguinte.

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