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Escola em MT tem 4 casos confirmados e 6 suspeitos de Covid

Da Redação

Multiplicam-se os diagnósticos da Covid-19 nas escolas estaduais de Mato Grosso. O quadro que já não era nulo nas unidades, mesmo antes do retorno das atividades presenciais com docentes, agora se agrava.

As maiores unidades escolares estaduais de Várzea Grande registraram casos positivos do Sars-Cov-2, entre os profissionais. Esta semana também a escola estadual Antonio Grohs, no município de Água Boa, suspendeu as atividades depois de quatro casos confirmados e seis outros suspeitos.

Apesar da gravidade do cenário, o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) chama a atenção para a falta de posicionamento efetivo da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) , para salvaguardar a vida desses trabalhadores e, até mesmo, conter o aumento de casos nas unidades.

Além de Água Boa, os municípios de Alta Floresta e Sinop, apresentaram casos da doença. Em Sinop, o presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira, registrou a situação de profissionais da educação do grupo de risco, atuando regularmente nas unidades escolares estaduais, após assinarem termo se responsabilizando por problemas que possam vir a ocorrer.

Em Alta Floresta, o dirigente do sindical, Dirceu Blanski, positivado com coronavírus na Escola Estadual 19 de Maio, alerta para a inércia registrada ao manterem a regularidade dos serviços, apesar de notificações de casos sequenciais. A regra, conforme Blanski, tem sido “cada qual que se trate e resolva o problema”. O professor lembra que, quando os primeiros sintomas iniciaram, ele estava em atividade na escola, entregando apostilas para estudantes e familiares. “A sensação era de uma gripe. Estava usando máscara, mas manuseando o material”, relata.

“Mais duas escolas estaduais de Alta Floresta – Ludovico da Riva e Manoel Bandeira – registraram casos recentes de Covid-19, a única providência foi liberar os infectados para se tratarem. Na Escola Estadual Manoel Bandeira duas coordenadoras estão com Covid-19, mas isso não alterou a rotina determinada pelo governo”, disse.

O presidente do Sintep alerta que a realidade constatada é o descaso e a irresponsabilidade. Para muitos profissionais, o nível de tarefas está maior. “Há um sentimento por parte de alguns professores que devido a burocracia do órgão central, sequer sobra tempo para pensar as aulas. Estão até com formação do ‘classroom’ fora do horário, pois existem coordenadores que não consideram a jornada de trabalho”, relata.

 

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