Exposição Frutos do Espírito reúne obras de Lara Matana, Rubi Reolon e Angela Dall-Astra

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Mostra colaborativa de artes começa neste sábado (7) no museu Sic Bartão, em Cuiabá

Da Assessoria

Inspiradas pelos elementos da natureza, de onde provêm suportes e temática, as artistas brasileiras Lara Matana, Rubi Reolon e Angela Dall- Astra reúnem suas artes na exposição colaborativa Frutos do Espírito, que será aberta no sábado (7), a partir das 15 horas, no Museu Sic Bartão, em Cuiabá. Com curadoria da diretora do museu, Aline Bortoli, que percorre o mundo conhecendo as diversas nuances de mostras artísticas contemporâneas, a exposição tem como estrutura referencial, a árvore. Pudera, Sic Bartão é o primeiro museu de arte cristã contemporânea do país e tem sua linha editorial versada na Bíblia. Sem se prender a rótulos ou se enquadrar em padrões engessados, ser contemporâneo é justamente perceber que os suportes tradicionais artísticos podem ganhar novos ares.

Frutos do Espírito é a primeira e última mostra do ano, que foi marcado pelos efeitos da pandemia do Covid-19, com isolamento social e fechamento de lugares públicos. Seguindo todas as normas de segurança, a exposição segue até 15 de dezembro, das 15h às 20h, de terça a sexta, oportunizando horário amplo para visitação, sem aglomeração. Vale destacar que a visita é gratuita e pode ser agendada, com recomendação do uso de máscara.

O conceito da exposição colaborativa tem a árvore como referencial, cuja unidade vai se revelando em partes: raiz, folhas, flores e frutos. A raiz, conectada ao solo, sustenta toda a base do tronco, garantindo firmeza, nutrição e sobrevivência. Raízes são valores e práticas vistas apenas por Deus. “As raízes estão abaixo da superfície e precisam ser cultivadas com atenção e cuidado. Os troncos geram toda a energia necessária para manter a árvore viva e saudável, fazem conexão entre galhos, folhas e, sucessivamente, flores e frutos. Cada uma das artistas representará, com suas técnicas, partes dessa estrutura de conexão entre os elementos de uma árvore”, explica Aline, acrescentando ser a carta de Paulo a Gálatas o fio condutor da mostra.

A artista Lara Matana traz sua técnica minuciosa de microlâminas de madeira, referências de base que sustenta suas obras. Angela Dall-Astra se lança ao seu bordado sobre matéria orgânica, delineando palavras em folhas, construções textuais que remetem aos frutos do espírito. A delicadeza dos traços de Rubi Reolon permeará pelas flores e frutos.

Para Lara, existe sempre uma ligação muito íntima daquilo que você expressa como arte, para aquilo que você sente em seu coração. “A alma quer estar tão bela quanto ao que ela vê instantes depois, num movimento inconsciente”, pontua. Lara comenta que a arte é uma apoteose ao nosso Criador. “Somos pseudo-criadores, quanto mais criativos, mais próximos estaremos de Deus”, afirma a artista, que hoje mora em Valinhos, no interior paulista.  No entanto, é precisa passar por transmutações, transformações diárias.

A artista ingressou nas artes de maneira intuitiva, autodidata, em seguida, buscou cursos livres e pesquisas individuais de materiais, numa incessante procura pela autenticidade.  Em 2000, se encontra nas poéticas em abstração formal, descobrindo nas possibilidades intrínsecas da madeira a verdadeira matéria-prima de seu trabalho. Lara utiliza apenas troncos e madeiras descartadas, revelando seu compromisso com a conscientização ambiental em prol da sustentabilidade.

A ligação com os elementos naturais também conecta Angela Dall- Astra ao que é impalpável. Sua arte vai entrelaçando linhas, pontos, palavras e folhas, colhidas no chão e que passam pelo processo artesanal de secagem. Num momento especial de vida, em que traz ao mundo seu primeiro filho, Angela viveu a experiência conjunta de gestar vida e cores: Lian e Frutos do Espírito deram um novo sentido ao ano de 2020.

Segundo a artista, a vida  é feita de recomeços em que sempre é tempo de recomeçar um relacionamento com Deus e a manifestação do Espírito vem por meio da fé. “Sempre procurei usar palavras de verbos nas minhas obras, que significam ação, e assim desejo que pessoas contemplem as peças e sejam inspiradas a agir”, conta ela, que traz o amor a si e ao próximo como o maior mandamento de Deus.

A arte, como uma verdadeira conexão, conduz as artistas que mergulham em intenso  processo criativo. Rubi Reolon explica que ao pintar, a transformação que vivencia, só pode ser fruto do amor divino. “Nas minhas expressões, me inspiro na natureza e na natureza humana, respeitando a amorosidade intrínseca que está em tudo, numa simbiose com o propósito da mostra”, compartilha ela. A natureza, destaca ela, ensina a paciência, a mansidão, o domínio próprio,  como são os Frutos do Espírito.

Presença constante em suas criações, as flores se revelam como preparação para a vinda do fruto. “A floração é muito importante, quando bem cuidada a flor, o fruto vem”.

Natural do sul do país, Rubi fixou suas raízes em Cuiabá e vem colorindo diversos suportes. Em meio às suas produções individuais, as artistas também se lançam em produções colaborativas, mesclando a técnica de cada uma, num resultado generoso de acolhimento das artes. “A arte de uma ganhou a técnica da outra, assim criamos obras únicas, onde uma mesma peça tem a minha marca, por exemplo, em harmonia com a expressão da Lara ou da Angela”, finaliza Rubi

A mostra reúne cerca de 45 obras da artistas, cujas trajetórias integram essencialmente a história de Sic Bartão.

Serviço

O Quê: Frutos do Espírito com Lara Matana, Rubi Reolon e Angela Dall-Astra

Quando: abertura dia  7/11 e segue até 15 /12/2020, com visitação aberta de terça a sexta-feira

Horário: das 15 às 20h

Local: Museu Sic Bartão – Arya Florais – Complexo empresarial na entrada do condomínio Florais Cuiabá  – MT

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