Política

França nega fraude em obra de museu e ataca EP, que mostra ações sociais

Abílio Junior falou luta no combate a corrupção enquanto vereador de Cuiabá

Da Redação

O ex-prefeito de Cuiabá, Roberto França (Patriota), em programa eleitoral exibido na noite desta quinta-feira (22), usou seu tempo para se defender do ataque feito pelo prefeito e candidato à reeleição, Emanuel Pinheiro (MDB). O apresentador se defendeu da propaganda de Emanuel, que citou uma condenação sofrida por irregularidades nas obras do Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (sobrado do Alfere) no início dos anos 2000.

O ex-prefeito começou o programa mostrando parecer favorável do Ministério da Cuiltura, que julgou o convênio regular. “Documento comprova que a prefeitura investiu mais que o previsto em contrato para a execução da obra”, diz a locução do programa.

Na sequência, o ex-prefeito, que teve o registro de candidatura deferido na noite de ontem, passou a criticar o atual prefeito. “A verdade sempre vencerá. Trabalho diariamente até às 22h para sustentar com dignidade a minha família. Não enriqueci com dinheiro público. Não fiz da política um balcão de negócio. Você nunca verá Roberto França enfiando dinheiro no paletó. Nunca verá meu nome envolvido em mensalinho ou corrupção. Não sou réu por corrupção passiva e organização criminosa”, disparou.

Ao final, reforçou que o eleitor tem a chance de “fazer justiça”. “A justiça será feita e ela tem data marcada, 15 de novembro quando o eleitor vai votar na experiência e na honestidade”, diz.

Já Emanuel Pinheiro usou seu espaço para destacar ações sociais. Ele listou alguns, que foram coordenados pela primeira-dama, Márcia Pinheiro, como o Aquece Cuiabá. “Com ajuda de todos, a gente tem conseguido avançar nas ações sociais em Cuiabá. Nossas campanhas e programas conseguem mobilizar a sociedade”, disse a primeira-dama, Marcia Pinheiro.


Ainda como parte das ações adotadas em meio à pandemia, Emanuel destacou o programa ‘Renda Solidária’. O auxílio no valor de R$ 500 foi pago a trabalhadores informais por um período de três meses.  Os recursos saíram das gratificações do salário do prefeito e dos salários dos secretários municipais.

Foram beneficiadas as categorias de feirantes, ambulantes, carroceiros, motoristas de transporte escolar e catadores de recicláveis. “Para isso que serve uma gestão: para não deixar a gente conviver com tanta desigualdade e injustiça. Uns poucos tendo demais e, outros, tendo quase nada. Uma gestão existe para cuidar das pessoas”, concluiu o gestor.

Abílio Júnior (Podemos) usou trechos do debate realizado pela Fecomércio, em que lembrou sua luta contra a corrupção, que culminou com a cassação do seu mandato pela Câmara de Vereadores. Segundo ele, tudo foi articulado pela prefeitura, com vereadores “pau mandados”. “Vou continuar combatendo a corrupção e se vierem me cassar terão que se desdobrar, porque Cuiabá não terá um, mas dois prefeitos”, disse, numa alusão ao vice, Felipe Wellaton (Cidadania).

Gisela Simona (PROS) abordou a cultura. Julier Sebastião falou que irá reativar a Sanecap. Gilberto Lopes Filho (PSOL), Aécio Rodrigues (PSL) e Paulo Henrique Grando (Novo) repetiram seus programas eleitorais.

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