Policial

Homem que matou agente de saúde e esfaqueou médica planejou ataque em MT

O ataque à médica da ESF do Bairro São João, em Primavera do Leste, foi planejado por Antônio Anderson Ferreira Lima, de 34 anos, segundo o delegado Honório Gonçalves dos Anjos Neto. O suspeito prestou depoimento à Polícia Civil nesta sexta-feira (26) e aguarda audiência de custódia. Ele deve responder por homicídio doloso qualificado e tentativa de homicídio.

O crime aconteceu na tarde desta quinta-feira (25). A agente de saúde Regy Rouse Lopes de Oliveira, de 51 anos, também foi atacada pelo suspeito e não resistiu aos ferimentos no tórax. A médica, Jaqueline Matos da Croce, de 31 anos, grávida de quatro meses, está internada.

Lima era paciente da unidade de saúde, ainda conforme o delegado, e retirava medicamentos no local, porém disse não concordar com a maneira como a médica o atendia.

“Certas atitudes da vítima, a exemplo de solicitar documentos para poder liberar medicamento para ele, seriam erradas na visão dele. Por conta disso, ele, com consciência, planejou que iria até a unidade de saúde para ceifar a vida da médica”, explicou.

Outra fato que comprova, segundo o delegado, a premeditação do crime foi o fato de Lima ter chegado ao local e esperado que a vítima terminasse uma consulta.

“Ele afirmou que foi, esperou ela ficar sozinha, sentou, conversou, comentou que pensou em desistir, mas prosseguiu”, concluiu.

A médica conseguiu pedir socorro e um outro funcionário do posto de saúde – um dentista – entrou no consultório. Ele utilizou uma mesa para se proteger dos golpes. Neste momento, ainda conforme o delegado, a agente de saúde entrou e foi atingida pelas facadas.

“Depois, o autor gravou um vídeo em que disse ter feito justiça, no entender dele, e que estava esperando a polícia para prendê-lo”, continuou a autoridade.

O caso será encaminhado à Delegacia de Homicídios. O inquérito deve ser concluído em dez dias.

A vítima

O corpo de Regy Rouse Lopes de Oliveira foi velado em uma funerária de Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá, e sepultado em Poxoréu, a 259 km da capital.

Durante o velório, uma funcionária da unidade de saúde contou que ouviu gritos e achou que alguém estava passando mal.

A irmã da vítima pediu Justiça e mais segurança na unidade. A Prefeitura, em nota, estuda ações.

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