Política

Líder de EP diz que oposição quer fazer “circo”

ALLAN MESQUITA

Gazeta Digital

Líder do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) na Câmara de Cuiabá, o vereador Mário Nadaf (PV) avalia que a bancada de oposição está tentando fazer um “circo” com o pedido de abertura de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Legislativo. Em entrevista ao , Nadaf enfatizou que outras comissões já estão tramitando no parlamento e não vê necessidade da instauração de uma nova CPI.

 

“Eles estão querendo fazer barulho. Temos outras CPIs em andamento na Câmara e eu não vejo a necessidade de abrir mais uma. Temos que respeitar o que já está tramitando dentro do parlamento”, disse na noite desta sexta-feira (6).

Atualmente duas CPIs tramitam na Câmara de Vereadores. A primeira delas investiga os contratos firmados pelo Executivo para execução de obras e para o atendimento da população durante a pandemia da covid-19. Já a segunda investiga os remédios vencidos que foram encontrados no Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMIC). Todas elas foram compostas com a maioria dos aliados do prefeito.

Contudo, durante a semana, os vereadores de oposição começaram a se mobilizar pela abertura da “CPI do Quadrilhão”, com intuito de apurar os escândalos na Secretaria Municipal de Saúde. A proposta partiu do vereador Coronel Paccola (Cidadania) após a Operação Curare, que desmantelou uma suposta organização criminosa que atuava em fraudar contratações emergenciais no município de Cuiabá.

Na quinta-feira (5), os parlamentares de oposição tentaram falar sobre o assunto durante a sessão ordinária. No entanto, os vereadores acabaram sendo suprimidos por conta do tempo e alegaram terem sido driblados por uma manobra da bancada governista.

Por sua vez, Nadaf sustenta que foi seguido o regimento interno e a ordem de inscrições dos vereadores que queriam usar a fala. Ele também apontou que alguns colegas querem fazer um “picadeiro” dentro do parlamento.

“Eles querem fazer da Câmara um picadeiro. Foi cumprido o regimento no rigor. Até eu que havia feito a inscrição, sai prejudicado porque não consegui falar por conta do tempo”, expressou.

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