Política

Médico, vereador diz que medidas antipopulares evitaram tragédia maior em MT

Ricardo Saad disse que orientou prefeito a “fechar tudo” enquanto Cuiabá preparava rede hospitalar para atender pacientes com a Covid-19

Da Redação


Médico e vereador por Cuiabá, Ricardo Saad (PSDB), criticou o candidato a prefeito, Roberto França (Patriota), por tentar querer usar as medidas contra a disseminação do coronavírus ampliadas na capital, para tentar atingir negativamente o prefeito e candidato à reeleição Emanuel Pinheiro (MDB).

França disse em entrevista a uma rádio na manhã desta quinta-feira (22), que o prefeito “fechou quando não era para fechar [o comércio] e abriu quando não era para abrir”.

“Eu tenho 40 anos de medicina, sou presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Cuiabá, e  orientei o prefeito a fechar o comércio porque não tínhamos leitos suficientes e não tínhamos onde colocar as pessoas. Ninguém sabia o que iria ocorrer. É  uma doença desconhecida, que estava matando milhares pelo mundo e nós tínhamos que nos preparar para o desconhecido. Estávamos arrumando os hospitais para atender os pacientes com covid”,  avaliou Saad.

Durante a medida do fechamento do comércio, toque de recolher e ainda, redução do horário de funcionamento dos serviços não essenciais, suspensão do transporte coletivo e outras tomadas de decisões, conforme o médico, deu tempo para Cuiabá e Várzea Grande se prepararem para “enfrentar o vírus desconhecido”.

O médico lembrou também da resistência do Governo do Estado, que estava tentando “travar” a inauguração do novo Hospital Municipal de Cuiabá

“Deveriam ter elogiado o prefeito, porque eles lutaram para não inaugurar o HMC e Emanuel foi lá e peitou e inaugurou. Ele transformou  o São Benedito e o antigo  Pronto Socorro exclusivamente para atender os pacientes com covid. Emanuel  acertou sim, e ninguém sabia o que iria  acontecer. Diziam  que acabaria em 60 dias e não acabou. Hoje, a doença voltou na Europa. O prefeito deveria ter aplicado medidas mais rígidas de fechamento total, orientei isso a ele. Eu peguei covid e  não morri porque Deus não quis me levar. Agora, falar que errou é fácil, difícil é tomar decisões antipopulares, mas que deu certo e salvou vidas. Isso é o que importa, Cuiabá e Várzea Grande , praticamente atendeu o  estado inteiro. Se não  fossem as medidas tomadas estaríamos no sufoco e com uma tragédia maior”, disparou.

Quanto a fala de França sobre a não criação dos leitos, o medico lembra que Cuiabá não perdeu 40 Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), mas sim foram  instalados no São Benedito para atender outras doenças.

Hospital Referência de Cuiabá  

O Hospital Referência de covid-19 disponibilizou 135 leitos exclusivos para pacientes com com coronavírus,. Sendo 40 respiradores empregados para essas UTIS, vieram do Ministério da Saúde, por intermédio do deputado federal e candidato a prefeito em Várzea Grande, Emanuel Pinheiro Neto (PTB), o Emanuelzinho.

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