Cidades

Meio ambiente, social e governança pautam perspectivas dos distribuidores de produtos agropecuários

AGRONEGÓCIO

Gestão de pessoas, sustentabilidade financeira, boas práticas ambientais, novas tecnologias e governança. O setor da distribuição de insumos agropecuários, considerado estratégico para o agronegócio, está atento aos desafios contemporâneos e debate meios de aperfeiçoamento da atividade frente às exigências do mercado atual.

Este foi o pano de fundo do 4º Workshop promovido pelo Conselho Estadual das Associações das Revendas de Produtos Agropecuários (Cearpa-MT), que reuniu importantes nomes do cenário econômico para discutir temas considerados essenciais para o segmento, na última sexta-feira (18), em Cuiabá, que contou com 88 participantes e 44 empresas representadas

“O setor da distribuição de produtos agropecuários está muito atento a todos os desafios e oportunidades que podem agregar valor e qualidade ao agronegócio. Esse workshop encerrou o ciclo de comemorações dos 15 anos do Cearpa, cuja atuação vem sendo preponderante para o desenvolvimento do nosso Estado”, avalia o presidente do Cearpa-MT, Júnior Bonfanti.

No 4º Workhop foram discutidas as práticas de ESG na distribuição de insumos; pilares para a gestão do futuro; oportunidades para a distribuição de insumos em um cenário de transformação; sustentabilidade financeira nas pequenas e média revendas agrícolas.

O evento contou com palestra magna ministrada pelo professor da Fundação Getúlio Vargas, Xico Graziano, que falou sobre os desafios do agro tecnológico e sustentável. Ele apontou cinco desafios que devem ser enfrentados pelo setor, sendo: mercado consumidor, sustentabilidade, bem-estar animal e gestão.


“É muito importante Mato Grosso discutir os temas centrais do agronegócio. Se implantar em Mato Grosso um modelo de agropecuária sustentável baseado em tecnologia, ciência e conhecimento, será referência para o mundo. Se queremos ser mais competitivos do que já somos, não adianta remar contra a maré. O desafio tecnológico do agro brasileiro é cada vez mais intenso e dominá-las é um desafio”, pontua.

Para Evandro César dos Santos, presidente do Grupo Líderes Empresariais de Mato Grosso (Lide-MT), Mato Grosso está nos “holofotes do mundo” pelas suas boas práticas ambientais. Ele mediou o primeiro painel, que debateu as práticas de ESG na distribuição de insumos. “Saímos de um ambiente em Mato Grosso com preocupação com práticas que não eram tão boas e estamos no holofote do mundo no que diz respeito à sustentabilidade. Estou muito satisfeito que o Cearpa-MT tenha trazido na abertura do workshop um painel pensando em boas práticas em ESG”, avalia.

Já o coordenador de projetos da Fundação Instituto de Administração (FIA), Cláudio Antônio Filho, afirma que o setor de distribuição é o elo de transmissão dos produtos e serviços e da informação, perpassando toda a cadeia produtiva do agronegócio. Filho palestrou sobre os pilares da gestão do futuro. “Três pilares são considerados essenciais para a gestão do futuro: pessoas, comercial e jurídico-contábil”, demonstrou analisando as perspectivas para o agronegócio dentro de um cenário futuro.

Para Rodrigo Barbeti, que é consultor tributário e societário, e que mediou o painel sobre oportunidades para a distribuição, o desafio é acompanhar todas as mudanças. “As oportunidades podem ser exploradas em duas perspectivas, da porteira para dentro e da porteira para fora. Da porteira para dentro, melhores controles dos processos e o domínio cada vez mais robusto do negócio são fundamentais. Da porteira para fora, ter uma boa equipe comercial para aumentar as vendas e negociar bem com os fornecedores são indispensáveis”, alertou.

Por fim, o pesquisador da Makenzie, Roberto Rodrigues, ministrou sobre sua tese de doutorado que trata sobre a sustentabilidade financeira das pequenas e médias revendas agrícolas. “O objetivo é propor soluções para que essas empresas possam melhorar sua eficiência operacional, sua eficiência na estrutura de capital, na tomada de decisão financeira com base em questões racionais. A questão é sair da aplicação de uma mesma solução para todas as empresas, porque os problemas são individuais para cada uma”, pontua.

Júnior Bonfanti – presidente do Cearpa-MT

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