Política

Mendes diz que deputados não vão resolver situação de parque na ‘canetada’

ALLAN MESQUITA

Gazeta Digital

O governador Mauro Mendes (União) criticou a forma como a Assembleia Legislativa tem conduzido as discussões em torno do projeto de decreto legislativo que pretende extinguir Parque Estadual Serra Ricardo Franco, em Vila Bela da Santíssima Trindade (521 km a oeste de Cuiabá).

Durante entrevista à imprensa na segunda-feira (16), o chefe do Palácio Paiaguás pontuou que a situação não se resolve na canetada e defendeu que o assunto seja amplamente discutido com as áreas técnicas e órgãos de controle.

“Eu já disse para os deputados que assuntos ambientais não se resolve assim, com canetada. Lá atrás, o Zoneamento Sócio Ecônomico Ambiental fez uma proposta para a Assembleia e mudaram tudo, passou uns dias e o Ministério Público entrou na Justiça e derrubou”, disse ao apontar que o texto pode ser judicializado, caso seja aprovado no “afogadilho”.

O projeto em questão foi retirado de pauta na sessão do dia 11 de maio para que os parlamentares, Estado, município e o Ministério Público de Mato Grosso (MPMMT) pudessem chegar em um consenso sobre a matéria. O MPMT solicitou 45 dias para propor um acordo sobre o tema que vem causando polêmica desde 2017.

Segundo a Assembleia, na região moram produtores há mais de 40 anos, antes mesmo de ser criado o Parque Estadual Serra Ricardo Franco. Devido às áreas de preservação, muito deles, não conseguem legalizar suas produções.

“Não é um decreto que vai mudar isso. Se quer mudar alguma coisa tem que ser diferente. Acho que a Assembleia tem um pouco de razão nisso, mas, no mérito e na forma que está fazendo não está correto”, acrescentou.

Durante coletiva, Mendes ainda pontou que o governo não tem dinheiro para indenizar os donos das terras e se manifestou favorável ao redimensionamento do parque. O entendimento também é defendido pelo prefeito de Vila Bela, André (MDB), que aponta a necessidade de demarcar as áreas de preservação, sem prejudicar quem já vive e produz na região há décadas.

“Eu acho que tem que ter um redimensionamento lá, porque tem áreas produtivas e da onde nós vamos tirar essa dinheiro para indenizar todo mundo? Tem que ter bom senso. Gosto de resolver as coisas da maneira correta. As vezes se demora um pouquinho, mas o resultado sai e será bom para o meio ambiente, produtores e para o Mato Grosso”, finalizou.

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