Economia

MP defende lockdown de 21 dias em MT

Procurador ainda compara Emanuel a Bolsonaro

PABLO RODRIGO

Gazeta Digital

O chefe do Ministério Público de Mato Grosso, José Antônio Borges, defende que a medida correta, neste momento da pandemia, é o lockdown de 21 dias em todo o país para cessar a disseminação da nova cepa da covid-19.  Segundo ele, o toque de recolher seria apenas paliativo, e que o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), está seguindo os argumentos equivocados do presidente Jair Bolsonaro.

“Há um equívoco do prefeito que está usando os argumentos do Bolsonaro, de que quem define as medidas sanitárias de combate à pandemia seria os prefeitos e governadores. Totalmente equivocado. O que o STF decidiu é que as medidas adotadas pela União devem ser seguidas, porém, os estados e municípios podem acrescentar medidas mais restritivas ainda. E não nunca menos ou afrouxar. Foi isso que o STF decidiu”, disse ao .

O procurador-geral de Justiça lembrou que os principais cientistas do país afirmam que o correto neste momento seria um lockdown de 21 dias para interromper essa onda de contaminação.  “O problema é que não temos ainda o auxílio emergencial, não temos nenhum plano de ajuda aos empresários para manter os empregos como tivemos no ano passado. Então sem, fica difícil aplicar o lockdown, por que como que as possoas vão se alimentar e pagar suas contas?”, questionou.

José Antônio Borges também criticou a representação do procurador da República Everton Pereira Aguiar Araújo, de Barra do Garças, que solicitou ao procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, inconstitucionalidade ao decreto do governador Mauro Mendes (DEM) que decretou toque de recolher entre às 19h e 5h. “Com o devido respeito, estamos no meio de uma pandemia, com a capacidade dos leitos de UTI em mais de 90% e ele faz essa representação. Ele está desconectado da realidade e da pandemia que já tem mais de um ano. Estamos em um período de exceção”, pontuou.

O chefe do MP Mato-grossense ingressou com uma ADI nesta quarta-feira (3) para obrigar o prefeito Emanuel Pinheiro a seguir e cumprir o decreto estadual.

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