“Nossa prioridade é eleger prefeitos”, diz governador sobre liberdade para apoiar outros candidatos ao Senado

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Governador considerou que exigência de apoiar Nilson Leitão poderia atrapalhar candidatos nos municípios

Da Redação

Em discurso na convenção do Democratas, o governador Mauro Mendes (DEM) considerou a eleição suplementar ao Senado como “obra do acaso”, por coincidir com as eleições municipais. Diante disso, ele colocou que foi necessário o partido chegar num entendimento de não restringir os candidatos da legenda a seguirem a aliança ao Senado, em que o partido estará na coligação do PSDB, que lançará o ex-deputado federal Nilson Leitão.

Mauro não escondeu que é contra a aliança, mas destacou o reconhecimento às pretensões do ex-governador Júlio Campos em disputar como primeiro suplente na chapa do tucano. “Fico feliz porque construímos uma posição em que o Democratas tenha uma candidatura desejada pelo nosso governador, senador, conselheiro e tantos outros cargos de respeito, Júlio Campos. O partido não poderia negar isso a ele”, colocou.

Porém, o chefe do Palácio Paiaguás destacou que a prioridade do partido no pleito de novembro será de eleger o maior número possível de prefeitos e vereadores. A legenda deve lançar mais de 60 candidaturas à prefeito e, segundo o governador, elegerá mais de 40.

“A eleição ao Senado é uma coisa que caiu por acaso no caminho de todos nós. Mas, neste momento o grande objetivo destas eleições é eleger prefeitos. E para isso, o partido vai dar a liberdade, a todos candidatos a prefeito para que no seu município, realize o apoiamento que vai possibilitar eleger o maior número de prefeitos no Estado de Mato Grosso”, concluiu.

O governador, desde que foi confirmada uma nova eleição para o Senado em virtude da cassação de Selma Arruda (Podemos), nunca escondeu que sua preferência é pelo senador interino Carlos Fávaro (PSD), que esteve em sua aliança no ano de 2018. Segundo ele, é uma questão de “coerência política” e de companheirismo. “Respeito o Nilson Leitão, mas ele não me apoiou em 2018. Eu sou companheiro e apoiou quem me apoiou”, pontuou, por mais de uma vez durante o período pré-convenção.

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