Cultura

Ordem dá suporte aos músicos de MT na pandemia

Da Redação

Os últimos sete meses não foram nada fácil para os músicos em Mato Grosso, uma das categorias mais afetadas economicamente pela pandemia, devido a proibição de shows e o fechamento de bares e restaurantes. O novo coronavírus, infelizmente, continua circulando por aí. Mas sabendo que essa crise sanitária uma hora vai passar um grupo de músicos tem articulado uma série de ações pensando no fortalecimento da classe para o pós-pandemia. O mote central desse planejamento é a reestruturação da Ordem dos Músicos do Brasil em Mato Grosso (OMB-MT).

Depois de anos parada, com sérios problemas de ordem burocrática, a OMB-MT ressurge com um novo fôlego num momento em que os músicos mais precisam dela. A frente desse desafio, artistas renomados no estado: Wellington Berê, Fagner Willian, Manoel Izidoro, Silas Junior e Rominho Moreira, que neste mês de outubro assumiram a Nova Junta Diretora da OMB-MT, a partir de uma nomeação do Conselho Federal da Instituição.

Tão logo assumiram trataram de mexer o caldo para aglutinar a categoria, e já promoveram encontros com o poder público e o setor empresarial. Um dos encontros mais importantes até agora ocorreu com o secretário de Estado de Cultura, Alberto Machado, o Beto do Dois a Um. Na oportunidade o gestor se colocou como um facilitador para que a Ordem dos Músicos tenha um canal de diálogo direto com o Governo do Estado.

“Ele [secretário], por também ser um artista, compreende as necessidades do segmento musical e se colocou à disposição para ser um facilitador na relação da Ordem dos Músicos com o Governo do Estado. Essa aproximação institucional com o governo nos dá muita força para atuar em defesa dos músicos e em prol de projetos à categoria”, destaca o baixista Wellington Berê, presidente provisório da OMB-MT.

Ele reforça que a entidade surge num momento crucial para dar suporte e consultoria aos músicos interessados em participar do edital da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, aprovada em junho pelo Congresso Nacional, como forma de socorrer os artistas durante a pandemia de Covid-19, e que prevê recursos na ordem de R$ 3 bilhões. Dessa quantia, Mato Grosso terá à disposição R$ 52 milhões.

“Temos pessoas que trabalham com projetos sociais que utilizam a música. Temos artistas que realizam shows de várias vertentes e que trabalham com gravações. Então nós atuaremos para que esses artistas participem desse chamamento da Lei Aldir Blanc, para que suas atividades, sejam elas na área do ensino de música ou dos shows e eventos, sejam contempladas pelo edital com aporte de recursos. Atuaremos para difundir essas informações para que o maior número possível de músicos de Mato Grosso participe deste edital que será lançado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer”, enfatiza.

Além disso, Berê destaca que a atual diretoria prepara um evento especial – cujo a programação ainda está sendo desenvolvida – para o próximo dia 22 de novembro, data em que é comemorada o Dia do Músico no país.

Ressalta que essas ações são apenas a “ponta do iceberg” do processo de reestruturação da autarquia, cujo os objetivos principais, nesse primeiro momento, são a solução das pendências jurídicas para que a Ordem volte a emitir a carteirinha do músico, possibilitando a eleição da nova diretoria da entidade.

Quando essas ações se efetivarem, segundo o baixista, a OMB-MT estará 100% em atividade plena. “E a partir disso ela poderá promover ampla articulação entre profissionais da música, iniciativa privada, poder público e sociedade civil para fortalecer o segmento musical em várias frentes como o ensino de música, o circuito de shows e eventos, a produção fonográfica e demais áreas correlatas”.

O prazo de vigência da diretoria provisória termina em janeiro do ano que vem. Berê acredita que em 90 dias as pendências burocráticas estarão sanadas e a categoria terá condições de eleger seus representantes.

“Os profissionais da música anseiam por melhorias no setor de eventos no pós-pandemia, anseiam por um fluxo consistente no mercado cultural que possibilite a sustentabilidade da atividade musical e caberá a nova diretoria da Ordem dos Músicos lutar para que a confiança dos empreendedores do setor de shows e eventos volte a crescer e o cenário torne-se mais favorável para a música de Mato Grosso”, conclui.

 

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