Economia

Secretário de MT afirma que preço alto da gasolina é culpa da Petrobras

Rogério Gallo, secretário de Fazenda, garante que cobrança do ICMS não é a vilã

KAYO RIBEIRO

Gazeta Digital

O secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, atribuiu à Petrobrás a culpa pela alta no preço da gasolina, que, somente neste ano, já acumulou um aumento médio de 51%.

Segundo o gestor, a política da empresa, que vem sendo praticada desde 2018, é a responsável pelas sucessivas altas no preço final dos combustíveis. Ao Jornal da CBN Cuiabá, Gallo explicou o que motivou a instituição a adotar a nova medida.

 

Nesta quinta-feira (26), o secretário afirmou que, com a mudança de postura, a empresa passou a cobrar dentro do Brasil o valor de repasse da produção que seria praticado no mercado externo.

“A Petrobrás atrelou a cotação do preço praticada do preço da gasolina à cotação do barril de petróleo no mercado internacional. É como se a Petrobrás pudesse vender no mercado interno ou exportar”, disse.

“E, se exportar, vai ter um preço maior. Então, para ela não exportar, ela vende pelo preço que ela venderia lá fora, mas aqui dentro, ainda que o custo dela não seja esse”, acrescentou o gestor.

O secretário reforçou ainda que, em Mato Grosso, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre os combustíveis é o mesmo há mais de 10 anos.

Dessa forma, conforme destacado pelo gestor, seria impossível que as sucessivas altas no valor da gasolina tivessem qualquer tipo de relação com a tributação praticada pelos Estados.

Opiniões divididas

O apontamento do gestor vai de encontro à fala do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que, em visita a Mato Grosso na última semana, afirmou que a culpa dos aumentos se deve aos impostos estaduais, à cobrança de frente a à margem de lucro.

Na ocasião, conforme noticiado pela reportagem, o presidente chegou a afirmar que, na verdade, o preço da gasolina atual é “barato”, uma vez que a cobrança de impostos federais sobre o insumo é baixa.

Questionado sobre o apontamento do presidente, Gallo apontou que a fala de Bolsonaro destaca uma “narrativa política” sobre a discussão.

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