Política

Secretário de Segurança vê decreto de Emanuel como medida política

GAZETA DIGITAL

O secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, afirmou que dos 141 municípios de Mato Grosso, apenas a Prefeitura de Cuiabá entrou em conflito com o decreto imposto pelo governador Mauro Mendes (DEM) para frear o avanço da covid-19. A medida mais severa impõe toque de recolher e multa para quem não usar máscara. “Nos 140 municípios do estado não temos problema nenhum, só temos problemas na Capital. Talvez os 140 prefeitos estejam equivocados e ele certo [Emanuel Pinheiro], ou ao contrário”, alfinetou o secertário durante entrevista ao Tribuna, programa da rádio Vila Real, na quarta-feira (3).

Para Bustamante, o decreto do município, publicado por Emanuel Pinheiro (MDB) na tarde de terça-feira (2), é mais brando que o do governo do Estado, deste modo sendo mais uma medida política do que técnica. “Eu acredito que se a medida da prefeitura não fosse política e sim técnica, a medida da prefeitura teria que ter vindo antes do governo. Mas, se espera soltar antes o decreto do governador para soltar a municipal, eu acho que essa polêmica (decretos) tem que ser sanada com responsabilidade”, afirmou.

O secretário ainda relembrou as medidas tomadas por Pinheiro no início da pandemia, que foram muito mais duras que as impostas pelo Estado atualmente. “Se levarmos em consideração as medidas no início da prefeitura e a do governo de agora, elas são muito mais severas. Essas só são pra diminuir a circulação de pessoas”, justificou.

Além disso, comparou o decreto de Mauro Mendes (DEM) aos de outros estados do Brasil que já decretaram lockdown em seus municípios. “Se você pegar a medida do Estado e ver a de nível nacional, vai notar que as restrições são muitos maiores. Tem lockdown em muito município, o que não é a ideia do governador, a ideia dele é a restrição durante a madrugada”, explicou.

Por fim, Bustamante pediu para que a população pense e não apenas de forma individual e que as pessoas tenham maturidade para entender a situação em que o mundo vive durante a pandemia da covid-19. “O grande problema que a gente tem é que as vezes as pessoas estão pensando no próprio umbigo, esquecendo da coletividade. Nesse momento temos que ser mais cidadão. A medida que estamos tomando, é a restrição de circulação de pessoas de madrugada e tem gente falando para proteger comércio. Eu não entendo isso. Qual o comércio de madrugada que dá tanto desemprego ao invés de encher os hospitais com doentes? Eu acho que a sociedade já esta madura suficiente pra pensar nisso, todo mundo já enterrou um parente”.

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