Senador de MT cobra informações sobre fechamento de agências do BB

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia. rrÀ bancada, em pronunciamento, senador Wellington Fagundes (PL-MT).rrFoto: Beto Barata/Agência Senado

Da Redação

Preocupado com o anúncio do fechamento de agências do Banco do Brasil em Mato Grosso, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) realizou, nesta quinta-feira, 21, reunião com a diretoria colegiada da estatal para questioná-la sobre os impactos socioeconômicos ocasionados pelo encerramento das atividades de alguns postos de atendimento. Ao citar como exemplo a unidade da agência da rua Dom Pedro II, em Rondonópolis, que está na lista de possíveis términos, Wellington externou a sensação de “perda” que a sociedade tem tido por não saber como se dará esse processo.

“Em Rondonópolis, temos a agência central que, apesar de bem localizada, sofre com problemas de filas e estacionamentos, valendo-se dessas demais para desafogar os procedimentos. Tal situação é comum em todo o Estado. O que existe em todos os mato-grossenses é esse sentimento de desamparo, dada a importância que tem o banco. A marca é forte e o Estado tem crescido sobremaneira – especialmente no agronegócio –, necessitando de ampliação, e não de contenção de investimentos. Gostaria, portanto, que tivéssemos uma conversa bem clara: se vai fechar, precisamos saber como isso vai acontecer”, salientou Fagundes.

O vice-presidente do banco, João Rabelo, esclarece que as lideranças têm percebido que agências pequenas e separadas a distâncias menores que 1,5 km são menos eficientes do que uma unidade grande e estruturada para prestar os serviços. “As pessoas estão recebendo uma quantidade maior de gerentes de relacionamento, que “encarteiram” o cliente pessoa física e jurídica, dando a eles um profissional de referência”, adiantou. Rabelo acrescenta que, justamente pela preocupação com o agronegócio, o Banco está buscando a otimização das estruturas para melhorar o atendimento, especialmente a médios e grandes produtores.

Para o diretor de Governo do BB, Ênio Mathias Ferreira, a palavra certa é “juntar”, e não “fechar”. “Juntamos essas agências para ganhar eficiência, e não para reduzir as ações do banco do Brasil”, esclarece. Ele afirmou que informará em breve ao senador, detalhadamente, os números de pessoas físicas que serão encarteiradas, e também quantos serão os novos correspondentes bancários, as localidades e empresas. Além disso, disponibilizará quanto de crédito rural o banco deve alocar em cidades como Rondonópolis e região.

Segundo ele, o banco vai preparar um material mais detalhado para mostrar ao senador, com informações mais precisas conforme as preocupações do Estado. “O que quero demonstrar com números é que nós, na verdade, em Mato Grosso, vamos aumentar a potência comercial”, tranquilizou o diretor. Ele salienta que, nas grandes cidades, os fechamentos ocorrerão nas próximas 2 semanas, o que dá tempo para, nas menores, definir essa questão com tranquilidade.

O diretor de Atendimento e Canais do banco, Thompson Soares, conta que a diretoria não pretende diminuir a presença em termos de robustez de serviços. “O pessoal da agência encerrada deverá ir para a outra agência, dando um atendimento mais adequado. Em termos de negócio continua muito intenso”, completou o gestor.