Vaga no TCE agita deputados estaduais

JANAIARA SOARES

Gazeta Digital

Mesmo sem a confirmação da abertura de vaga para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), alguns deputados estaduais já confirmaram o desejo de fazer parte da corte de contas. Dilmar Dal’Bosco (DEM) e Allan Kardec (PDT) são concorrentes declarados à vaga de conselheiro.

O Poder Legislativo poderá indicar um nome ao TCE, conforme prevê a Constituição, após a efetivação da aposentadoria do conselheiro afastado Waldir Teis, que ingressou com o pedido em dezembro do ano passado.

“Acredito que reúno todas os requisitos, mas não tem vaga ainda, porém, teve o pedido oficial de aposentadoria”, disse o deputado Allan Kardec. Dal Bosco também disse estar interessado na vaga. Do seu partido, o presidente da Casa, Eduardo Botelho, também foi cotado ao cargo, mas vem negando que vai concorrer. De acordo com Dilmar, Botelho já disse que não tem interesse e apoia seu nome assim como os membro do partido.

Além dos dois parlamentares, nos corredores da Assembleia Legislativa se fala de outros interessados. Um deles seria o deputado Wilson Santos (PSDB). O tucano nega. “Minha única vontade é continuar trabalhando e buscar a reeleição”. Dr. João também teria manifestado interesse, porém a reportagem não conseguiu contato com o deputado.

A vaga

Waldir Teis pediu averbação pelo tempo de contribuição expedida pelo INSS de 11.283 dias, que correspondem a 33 anos, 7 meses e 28 dias. Ele é um dos 5 conselheiros afastados do cargo, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, durante a 12ª fase da Operação Ararath, denominada Malebolge, deflagrada no dia 14 de setembro de 2017.

Além dele, José Carlos Novelli, Antônio Joaquim, Walter Albano e Sérgio Ricardo são acusados por corrupção passiva, sonegação de renda, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Os conselheiros foram denunciados pelo ex-governador Silval Barbosa, em delação premiada, por terem condicionado a continuidade das obras da Copa do Mundo de 2014 ao pagamento de R$ 53 milhões em propina. Em 2017, o ministro Luiz Fux ainda negou a liberação da aposentadoria de Antônio Joaquim, sob alegação que ele estaria tentando fugir da investigação.

Na 16ª fase da Operação Ararath, os conselheiros voltaram a ser alvos da Polícia Federal. Na época, Waldir Teis ainda foi flagrado por um agente da PF descendo 16 andares, pela escadaria, no intuito de tentar descartar folhas de cheque em um cesto de lixo.

Ele chegou a ser preso no Centro de Custódia da Capital (CCC) por 34 dias. Porém, Foi colocado em liberdade provisória por decisão do presidente do STF Dias Toffoli, com medidas cautelares que incluem recolhimento noturno e também proibição de acesso às dependências do TCE.